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Na ONU, presidente do Brasil destaca atuação do país para construção da paz

Jair Bolsonaro foi o primeiro a discursar, seguindo tradição do Debate Geral; chefe de Estado ressaltou atuação brasileira no Conselho de Segurança e missões de paz e disse apoiar cessar-fogo na Ucrânia.

Publicada em 21/09/22 às 08:03h - 757 visualizações

por Web TV e Rádio Nacional com Agência ONU News


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Na ONU, presidente do Brasil destaca atuação do país para construção da paz
 (Foto: UN Photo/Cia Pak)

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi o primeiro chefe de Estado e governo a discursar no Debate Geral da 77ª sessão da Assembleia Geral nesta terça-feira, seguindo a tradição de abertura do principal evento das Nações Unidas.

Bolsonaro elogiou o tema escolhido pelo presidente da Assembleia Geral para o encontro deste ano: “Um momento decisivo: soluções transformadoras para desafios interligados”.

Respostas coletivas

Segundo o presidente brasileiro, os desafios globais são um “divisor de águas” e faz parte da responsabilidade coletiva construir respostas. “Não é uma tarefa simples, mas não temos alternativa”, afirmou.

Para o presidente do Brasil, o esforço deve começar pelas políticas internas de cada país. Ele lembrou os esforços conjuntos feitos no país durante a fase crítica da pandemia de Covid-19.

O chefe de Estado também citou a questão energética no país, ressaltando que 84% da matriz elétrica do Brasil é renovável. Ele ainda lembrou que a guerra na Ucrânia tem feito muitos países recorrer a fontes sujas de energia, o que classificou de “grave retrocesso para o meio ambiente”.

Guerra na Ucrânia

O presidente do Brasil destacou que o país defende um imediato cessar-fogo na Ucrânia, bem como a proteção de civis e preservação de infraestrutura crítica para assistência à população.

Bolsonaro destacou os esforços para uma solução negociada da guerra, citando a décima primeira participação do país como membro não-permanente no Conselho de Segurança.

Ele criticou as sanções como forma de lidar com o conflito, afirmando que as medidas “prejudicam a retomada da economia e afetam direitos humanos de populações vulneráveis”.

Atuação global

O presidente do Brasil também lembrou da atuação do país no recebimento de refugiados venezuelanos, com a Operação Acolhida, iniciativa que conta com o apoio do Escritório da ONU para Refugiados, Acnur.

Bolsonaro citou a participação do Exército brasileiro em missões de paz, que teve lideranças nas operações de Suez, Angola, Haiti e Líbano.

O general brasileiro Marcos de Sá Affonso da Costa é comandante da Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco.

No mês passado, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz foi escolhido pelas Nações Unidas para liderar uma missão de apuração dos fatos na Ucrânia.

 




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